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"O Que Fazemos Em Vida, Ecoa na Eternidade"

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O CAMINHO FORA DO QUADRADO
 
O CAMINHO FORA DO QUADRADO
 

Um leitor de meu último artigo sobre a guerra em Gaza, e a invocação da Chama Violeta para auxílio às vítimas daquele conflito, questiona-me, compreensivelmente, por qual razão eu, que trabalho na área da literatura mediúnica com a publicação de artigos espíritas e romances psicografados, recorro também a este expediente, relacionado aos oficiantes da Fraternidade Branca, como meio eficaz de amenizar o sofrimento de pessoas.

Estas dúvidas, embora pertinentes, acontecem por desconhecimento da verdade de que, no âmbito das Esferas espirituais superiores, as ações ocorrem, muitas vezes, mediante interseção de realidades que valem ao mundo de modo eficaz, tanto em níveis mais elevados, quanto nos mais baixos - o em cima como é o embaixo.

Existe na área da psicologia, um teste bem conhecido, que nos demonstra que a solução de um determinado enigma pode se encontrar fora da área do quadrado – ou, por outra, fora daquele contexto considerado pela lógica comum como o único caminho para a resolução de um impasse. E é mais ou menos o que acontece no que quero expor neste texto.

As obras do Espírito André Luiz nos ilustram de forma magnífica a realidade comum às esferas espirituais, da criação de coisas e objetos mediante exercício disciplinado da vontade. E os estudos científicos atuais nos dizem que tudo e todos não passam de conglomerados de energias atuantes uns sobre os outros, a partir de seus níveis diferenciados de frequências.

Ora, se pelo uso consciente da vontade concentrada, nas dimensões espirituais, realizamos com facilidade os demonstrativos da Física Quântica, dos colapsos de uma realidade específica, trazendo-a ao nível consciente por intermédio de um foco dirigido de atenção – e isto em se referindo à construção de cenários, objetos e mesmo de lugares dimensionais; se a instrumentação científica de hoje já nos demonstra a força da vontade movimentando objetos, fácil é se admitir que, em níveis psíquicos muito mais elevados; em lugares universais onde as faixas frequenciais aceleradíssimas acolhem seres de estatura espiritual evolutiva que vibram em oitavas muito acima de onde o ser humano comum, reencarnado na Terra, encontra-se, a utilização eficaz, consciente de torrentes energéticas específicas seja aplicada com maestria, para o auxílio na dissolução dos conglomerados vibratórios sombrios, trevosos, desencadeados nos cenários dos desastres sucessivos na crosta terrestre, onde o homem reencarnado ainda se debate com as consequências trágicas de seus enganos, nas lições defrontadas durante os períodos em que se demora nas vivências mais ríspidas do orbe planetário.

Portanto, já é hora de se assentar pacificamente que se faz necessário o fim do hábito pernicioso do se querer, por força, confinar o espírito humano, livre em pensamentos e iniciativas, nas múltiplas caixinhas do número igualmente infinito de religiões e crenças existentes em todas as épocas. O futuro do planeta pede seres libertos em iniciativas, para acatar, em suas ações em favor da Luz, as interseções importantes existentes entre várias correntes ativas no favorecimento do avanço da humanidade.

Na minha própria jornada neste sentido, de ano para ano, encanto-me com estes pontos de interseção, que se apresentam espontaneamente ao meu conhecimento, na medida em que sigo nos estudos e na aplicação dos assuntos do espírito. Ontem mesmo, apresentou-se outra destas conexões, até então apenas suspeitada, durante a palestra que assistia do Frater Pedro Freire, Rosacruz como eu mesma, durante a qual ele, justamente, nos esclarece sobre o governo oculto do mundo, no âmbito do qual se acha a Grande Fraternidade Branca, ou seja – ao se referir ao governo dito “oculto”, quis significar que os Seres de grande patamar evolutivo que a compõe habitam e agem a partir da “outra banda da laranja dimensional” de onde nos achamos, imersos na matéria.

Agem lá, e aqui, a partir de lá, e a partir daqui quando necessário, de modo que podemos conviver com um deles sem, num primeiro momento, ter a consciência clara de diante de quem nos achamos, como consta nos relatos a partir da vida de Saint Germain – o Mestre do Sétimo Raio, justo o da Chama Violeta, que mencionei no artigo anterior em favor do auxílio da diluição do carma pesado aspérrimo no qual se acham os povos que se confrontam no conflito entre Israel e Gaza. Da própria e atemporal Grande Fraternidade Branca derivaram, portanto, muitas das principais correntes iniciáticas atuantes na Terra até os dias de hoje. Do Catarismo, para o qual me voltei por laços atávicos positivos há poucos anos, até a AMORC, a Ordem Martinista e a Ordem Templária, entre tantos outros.

Aos dezesseis anos, tive meu primeiro contato com as obras espíritas através do livro Nosso Lar, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, ao mesmo tempo em que, estudante do nível médio, tinha despertadas as tendências mediúnicas, e era atraída com espontaneidade ao convívio de colegas que, por formação familiar ou de índole, já se viam também às voltas com os assuntos espiritualistas, com a Ordem Demolay ou a AMORC – Grande e Mística Ordem Rosacruz – à qual me filiei, cerca de cinco ou seis anos depois. O caminho do Conhecimento, deste modo, amigo leitor, não é, e nem deve ser, uma jornada de mão única. Ele é composto de horizontes vastos! E a jornada se entrelaça com outras, afins. E hoje, com mais de trinta anos passados, num ritmo ininterrupto de estudos, em meio às pesquisas de ontem deparei a entrevista longa do Frater Pedro Freire, na qual explicava com clareza inimitável justo sobre o que quero expor aqui: a atuação Espiritual de feição superior no mundo é muito mais vasta do que sequer supomos, e obedece não a uma única escola fechada em nível exclusivo, ou pertencente a uma única dimensão da vida.

As escolas espiritualistas de ontem e de hoje, as mais sérias e significativas, todas encontram sua nascente nestas sedes dimensionais ocultas dos Mestres da Luz, governantes da Terra, guias indefectíveis para que a humanidade, apesar de todos os percalços graves nos quais ainda se vê imersa, encontre, enfim, o seu rumo seguro para níveis de felicidade real. Seres que, como nós, percorreram, outrora, as mesmas vias obedientes aos imperativos das Leis Universais, regentes dos ciclos de jornada dos seres em inúmeros degraus dimensionais, e em incontáveis mundos.

Como assevera Pedro Freire, portanto, equívoco indesejável é que alguém se afirme como pertencente à Grande Fraternidade Branca, ou como representante autorizado da mesma – já que sua sede, na realidade, situa-se em dimensão fora e acima da faixa material grosseira terrena, na qual nos vemos neste momento todos mergulhados. Quem, a partir disso, é de fato a eles coligado, normalmente silencia.

Que se afirme, mais adequadamente, assim, afinizado às suas hostes. Nunca, porém, discípulo ou mensageiro privilegiado, porque, no descomunal arsenal informativo do mundo globalizado de hoje, seria este o caminho egóico e mais curto para cair em descrédito, já que as ações destes Seres Iluminados, via de regra, nunca visam enaltecer qualquer personalidade que seja. Visam somente a Causa do Bem a que querem servir incondicionalmente, para a melhoria gradativa da população do planeta.

Reencarnação, desta forma; mentalizações, passes, materialização e desmaterialização de objetos, pessoas, cenários, e a condução consciente de torrentes de energias saneadoras com fins curadores, quais as que compõe as dos Raios de Luz policromas sob a égide dos Mestres Ascensionados, não se limitam ao âmbito mesquinho dos conhecimentos limitados de religiões específicas, que pretendam lhes guardar direito de patente, ou a meros indivíduos que baixam ao orbe periodicamente como mensageiros ou voluntários da divulgação de parcelas dessa Verdade Maior.

Tudo isso, em verdade, faz parte de um imenso cortejo de realidades Cósmicas muito maiores, interligadas em seus efeitos pela Causa da vitória da Luz nas paisagens de um mundo ainda evolutivamente obscuro, como a Terra. Realidades essas conhecidas por quem, de um certo ponto da trajetória em diante, se conscientiza da sua existência, e delas faz uso intencional, unindo-se, espontaneamente, às hostes infinitas de Espíritos dedicados com sinceridade ao que, lá na frente, se revelará como o destino glorioso de todos, na essência mesma de Amor do Criador pelo Reino outrora anunciado pelo Cristo.

Christina Nunes
Enviado por Christina Nunes em 03/08/2014
Alterado em 04/08/2014
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