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Os Sorrisos da Copa

OS SORRISOS DA COPA

Nada paga isso!

Em meio às turbulências inéditas dos cenários sociais do país; por entre manifestações de uma população mais consciente das necessidades reais de melhorias no quadro social e político desta nação gigantesca, lado a lado assiste-se às imagens marcantes de uma conquista a mais efetivada, antes de tudo, pelo ser humano. A conquista do sorriso e da confraternização entre imensas diferenças.

Separados por oceanos, nacionalidades, temperamentos e climas, reunidos momentaneamente nas inúmeras cidades brasileiras, lá estão eles: brasileiros em verde e amarelo, italianos em azul, mexicanos com o seu verde e vermelho, japoneses, americanos, iranianos, russos... Alguns com origens em países de visões de mundo diametralmente opostas, pelo menos durante alguns dias incomuns parecem ignorar diferenças, possíveis rivalidades. Resgata-se, num tal clima festivo, aquela virtude lúdica com a qual, na fase da infância, esquecíamos com facilidade brigas e disputas para dar lugar de novo e de novo ao prazer inigualável da convivência feliz. Por entre fantasias, brincadeiras e sorrisos...

Fotos, gritos, festa, cores e dança. Flertes e amizade. Abraços, celebração conjunta, em instantes em que ambas as torcidas se misturam, entre visitantes e anfitriões dividindo os mesmos sentimentos de nervosismo, de entusiasmo exaltado. Onde estão as nacionalidades? Só no diferencial da torcida. Pois o que é realçado é a alegria humana da celebração, da criatividade feliz, da confraternização.

São os sorrisos da Copa. Em crianças, adultos, mulheres e idosos. Talvez o espetáculo mais lindo! A projeção visível, nem que somente transitória, daquilo em que um dia pode se transformar a convivência entre todas as nações da Terra. Em todos os níveis. Sem que esta ideia possa ser considerada como utopia ou mera ingenuidade.

Afinal, sorrir nunca foi utópico ou ingênuo. E os milhares de sorrisos da Copa, azuis, verde e amarelo, vermelhos, brancos, e laranjas, fundindo idiomas e raças, comprovam que, de fato, e em qualquer tempo, se pode ser muito feliz - e ao preço de muito pouco!

Basta a capacidade de se esquecer, ao menos durante algum tempo, das aparentes diferenças, para fazer prevalecer a verdade de que somos todos, e antes de tudo, seres humanos! Com sentimentos, sorrisos ou lágrimas idênticos!

Pois então festejemos, seja qual for o resultado do megaevento esportivo, ao menos esta conquista, que se renova de quatro em quatro anos para depois imergir em certa letargia definida pelas diversidades entre nacionalidades, mas que bem pode se fazer permanente! A capacidade humana de confraternizar, e de sorrir, como se fosse, isso, tudo o que há de mais importante! O que apaga preocupações, orgulho, competição! Como se sorrir e confraternizar fosse, (e como de fato é!), a cura de tudo! E o que na vida há de mais importante, para a solução de todas os males!

Festejemos, portanto, as inesquecíveis imagens da imensa riqueza humana, nos sorrisos da Copa!

Christina Nunes
Enviado por Christina Nunes em 19/06/2014
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